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Vender ou tirar pedido?
Wagner R. Brandini

Visitei um amigo, vendedor “dos bons”, neste final de semana. Contou muitas passagens engraçadas e também tristes, relacionadas ao seu trabalho. Algumas até meio “cabeludas”, mas, considerando que, entre a verdade e o exagero um passo é pouco... e, melhor ouvir do que ser surdo, tirei algumas conclusões que servirão para o nosso melhor desempenho, para esta semana.

- Disse-me que é representante comercial de uma empresa, e que ao chegar num cliente, a necessidade de adquirir seus produtos é tão grande que até deixam de atender aos consumidores para o receber, para “ficarem por dentro” das últimas! ... Você não faz isso com seu cliente, faz? Ufa!!!, isso é muito bom. Fico feliz em saber que não lhe tira “o pão da boca”, permitindo que o atendam, antes mesmo de terminarem de satisfazer necessidades e curiosidades daqueles que estão movendo para cima e para frente a empresa que os recebe.

- Contou-me que, em visitas mais distantes, exige um pedido de valor mínimo estipulado de cada cliente, visando fortalecer o “volume de vendas”, que o ajuda a atingir a “meta”. Meta?

Sabe, acho engraçado esse tipo de “gente”. Primeiro sofre, visita, dá “murro em ponta de faca”, pede que lhe concedam um pedido, somente um para testarem a qualidade e saída da mercadoria. Saem do Oiapoque e vão ao Chuí, comem poeira, perdem dinheiro com viagens distantes, investem em clientela, gastam apostando num retorno futuro e, quando esse retorno começa surgir, iniciam o que uso chamar, perdoem-me os leitores, de “FRESCURA”.

Pôxa! Cliente quer amizade descomprometida, companheirismo, certeza de parceria, resultado da franqueza e honestidade. Isso tenho certeza que você tem buscado aplicar em suas visitas. Ou não...

Quando me dei por conta, percebi que o amigo vendedor era mesmo um “tirador de pedidos”. E, pior de tudo, agindo forçosamente contra o patrimônio.

Sabe onde vai parar um profissional desse tipo?

Muito bem. No futebol, além dos jogadores que estão em campo, contamos com os reservas. Estes só colocam o “pé na bola” quando são chamados. Depois, temos os “gandulas”. Estes, ah! estes pedem por favor para que a bola saia pela lateral ou pela linha de fundo, para que possam tê-la nas mãos, ainda que seja por um segundo. O profissional que tem a atitude desse “amigo”, ficará como gandula. E, só será procurado por empresários que têm pensamentos e atitudes iguais às dele, que propõe um “reveillon de besteirol” a exemplo dos dele. Têm os dias contados. São os “corvos” do trabalho de vendas.

Minha alegria se torna maior, caro Campeão, porque sei que essas atitudes e devaneios não são coisas que você vem aplicando e, tal qual, não são aplicáveis ao seu comportamento. É a certeza que o comércio, indústria e consumo têm quando se deparam com um “visitante” que agrega satisfação, melhorando e atualizando o conceito de empresas verdadeiramente sérias.

Para que as coisas se tornem, cada vez mais, sérias e bem aplicadas, vai aqui uma palavrinha:

- Vendo que os doze estavam à Sua volta, partiu o pão e o deu, dizendo: Tomai e Comei. Depois, o mesmo fez com o cálice de vinho.(Mateus, capítulo 26, vs. 26-b a 27)

A esta ação, costumamos dar o nome de “partilha”.

E... Sabe o que necessita o cliente que o aguarda?

Pois, então. Vá e venda-se. Ofereça-se. Partilhe e seja sucesso.

Ótimas vendas. Ótimos resultados. Muitas felicidades. Sorriso estampado e, Vitória!

Data de Publicação: 29/08/2001


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