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A primeira impressão é a que fica
Wagner R. Brandini

Muitos dos nossos colegas, profissionais “de carreira”, ainda não atentaram para uma coisa demasiadamente importante: o primeiro contato. E, quando se fala em primeiro, julga-se por primeiro a primeira ligação, a primeira entrevista, a primeira visita, o primeiro negócio e tudo aquilo que estiver sendo feito pela primeira vez. Ocorre que, primeira vez do dia, também pode ser julgada por “primeira vez”. O que pensa, a esse respeito?

De nada adianta andarmos em perfeito estado em questão de asseio, moderação no falar, encontrando a tonalidade adequada de voz para cada cliente em especial, trajando o que há de mais sério e, durante a nossa primeira demonstração, aquela vacilada! Adeus, venda...

Faz pouco tempo, vi colegas titubeando e perdendo para a concorrência primeiramente para eles mesmos, depois para o colega da outra empresa. E, o que é que faz isso ocorrer em nossa magnífica carreira de vendas ? Por que escorregamos ?

Para tudo na vida há uma explicação. Umas são ótimas, condizentes, e outras que nada dizem a respeito. Como cada um tem um parecer, obviamente, treinando equipes de vendas e de atendimento, tenho o meu. E, em virtude disso, o exponho.

- Normalmente, a primeira apresentação é um pouco nervosa, ainda que muito trabalhada, estudada, arquitetada, medidas as palavras e repetidas, uma série de vezes, para não haver escorregão. Mas, sempre estamos as voltas com um problema ou outro, que deveria estar guardado em nosso subconsciente quando chegamos para a primeira entrevista... nesse exato momento ele vem à tona, nos cobra a lembrança e embaralhamos a apresentação oferecemos ao cliente “o banquete sem mistura”. Onde estamos, nesse exato momento ? O que é que nos faz lembrar de coisas que estragam nossa apresentação?

Tudo isso é muito simples. Eu acredito que as coisas que passam por nossa lembrança no exato momento da primeira apresentação, são os reflexos de erros que cometemos em épocas distantes ou próximas, porém, ligadas ao paralelismo a que se enquadra a tal primeira visita.

Recordo-me de um treinamento de vendas que estava aplicando para uma empresa quando, no meio do trabalho, chamou-me à recordação um fato ocorrido, e vi-me obrigado a manter a calma e o mesmo temperamento para não causar um atabalhoamento ao grupo. E, afirmo, sem medo de errar: é tudo porque restam assuntos mal resolvidos em nosso cotidiano. É a vontade de vender, unida ao medo, a angústia.

Diante disso, é fácil se comprovar que a primeira impressão é aquela que realmente ficará. Fará a diferença para melhor ou para pior. Mas, fará!

Aprendi uma técnica durante todo o meu tempo em vendas, que é o seguinte: Se a primeira impressão é aquela que marcará, preciso estar preparado para que realmente seja assim. Então, desde o telefonema de agendamento ao telefonema de retorno precisam ser de primeiríssima qualidade. Devo falar somente aquilo que há de interessante no produto, mostrar ao cliente as vantagens que ele oferece, bem como, precavê-lo de outras vantagens que espera ter em sua possível aquisição e, por vezes poderá não encontrar. A conscientização do profissional quanto à veracidade do que diz e apresenta é fundamental, porque, só assim é que o cliente estará se disponibilizando em experimentar o que lhe preparei para a primeira apresentação. Há um velho ditado, bem presente em nossos dias: “Omitir-se à verdade é pior que a mentira”.

No entanto, quem diz a verdade pode sorrir ao atender, sorrir ao receber, sorrir ao pagar, sorrir da vida e para a vida, sorrir do sucesso e para o sucesso.

A verdade leva à liberdade e a liberdade lhe reforça a razão, porque nada é possível sem que a emoção verdadeira de um sonho real se torne, um dia, um patrimônio inestimável em seu currículo.

Felicidades. Boas vendas. Ótima semana. Aproveite. Confie em seu potencial: o sorriso, verdadeiro e sincero.

Data de Publicação: 10/07/2001


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