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Se alguém lhe oferecer flores...
Wagner R. Brandini
Durante muito tempo foi veiculada uma propaganda com essa frase. Hoje, muito se faz, muito se corrige, muito se estuda e pouco se aprende com relação ao tal “impulso” do qual precisamos, aquele famoso “empurrãozinho”. Qual o motivo disso?
Passamos por várias crises financeiras. Passamos por incontáveis momentos de insegurança de mercado, cuja atuação é movida a “boatos especulativos”, e por causa disso recuamos da decisão de nos permitir impulsionar. Tem hora que é preciso que alguém nos ofereça flores para que tenhamos, ao menos, o desejo de ir ao encontro de possíveis resultados. Geralmente são benefícios “mascarados” com grandes obstáculos, repletos de objeções e com recheios de enormes dificuldades.
Existe em nosso meio o “Campeão”, aquele que venceu todos os problemas da década passada, do ano passado, do mês passado, do dia anterior e continua persistindo com grande alegria e enorme contentamento, porque faz de sua profissão a “arte de encantar”, levando a cada cliente a satisfação de seu “impulso”.
No que tange o tema, requer-se perícia e amor. Ninguém consegue chegar ao pódio sem que tenha conhecido cada trecho da estrada, cada curva. É preciso que nos “engravidemos” do dom do Impulso e apliquemos à prática a teoria e, à teoria a prática. Sabemos, inclusive que, se a teoria nos leva ao conhecimento, a prática nos conduz à perfeição. A sua aplicabilidade é que nos confere sagrarmo-nos ou não verdadeiros campeões.
Há pouco conversava com um profissional, que acreditava que o verdadeiro campeão é aquele que tem o maior faturamento mensal. Será?
Vejamos:
Conhecendo o mercado e suas altas e baixas, compreendo que o cliente vive, em seu dia-a-dia, momentos de grande tensão. Logo, é necessário que eu promova a ele uma queda desse estado emocional. Posso oferecer-lhe um produto ou serviço, como posso oferecer-lhe meus ouvidos, que irão receber um “desabafo” amigável. Se acaso optei por oferecer-lhe meus ouvidos, o que vendi com isso? Qual foi o meu faturamento? Quanto foi o lucro de minha empresa, em relação à minha atitude?
Então, é isso que ocorre a um campeão. Ele sabe exatamente a hora de falar, sabe exatamente a hora de ouvir. Conhece de forma ímpar o momento de oferecer os seus produtos, e assim o faz porque conseguiu agradar, oferecendo seus ouvidos para que sirvam de “confessionário”.
Quais são as atitudes suas, diante disso, sabendo que o campeão é aquele que vende porque agrada?
Você está preparado para agradar seu cliente?
A meu ver, a empatia é a amiga mais íntima do Impulso. Entendo que, ser empático é sentir-se no lugar e na situação do próximo. Entendo, ainda, que o Impulso é a ação que me levará a tomada da decisão de servir, agradar e complementar.
Há uma infinidade de maneiras de se conseguir que esse propósito seja realizado. Uma delas é “dar algo a alguém e receber algo de alguém”, a conhecida “troca de gentilezas”, é o “dar e receber”.
Nesta atitude de impulso, quero, de coração, ofereço este artigo a alguns amigos que, vez por outra cruzam os meus caminhos: Márcia e Marcos. Não é um casal, como pode pensar o leitor. São pessoas totalmente distintas. Moradores da mesma cidade, pouco se conhecem, entretanto o conceito de trabalho e vida muito tem a ver com ambos. Márcia é Secretária Geral de um clube de laser, conhece cada associado e tem um jeito todo especial para com cada um, tornando-a uma pessoa indispensável na função que exerce. E Marcos, é diretor de uma torrefadora de café – um empresário de sucesso porque conseguiu conquistar o respeito de todos através de seu extraordinário impulso profissional, demonstrando aos que o rodeiam sua preocupação em bem-servir. Residem em Cerqueira César, uma cidade impulsionada por fé, oração, alegria e amor. Além do que, essa cidade é o berço de nascimento de minha saudosa mãe, uma pessoa que se doou até o seu último suspiro. Dizia: Enquanto houver uma brisa me impulsionando, seguirei o meu destino, cuidando de cada um que precisar. Uma verdadeira Campeã.
Daí, a frase me traz uma recordação muito agradável: Se alguém lhe oferecer flores... Isso é “Impulse”.
Se alguém lhe der um impulso, isso é amor!.
Data de Publicação: 09/04/2002
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