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Espinhos que não devem nos incomodar
Wagner R. Brandini

Recentemente estive participando de um treinamento de Vendas e o “facilitador” era um Administrador de Empresas, recém-formado, funcionário de uma empresa local, da qual, eventualmente sou contratado para treinamentos específicos na área de marketing pessoal e Atendimento, quando a casa está ficando de “hábitos antigos”, o que é um erro, em minha ótica, principalmente porque os clientes estão cada dia mais exigentes, em função da grande facilidade de informação que têm, devido a televisão, computador e internet, além de outros meios de comunicação locais, que os colocam em grande posição de igualdade e, determinadas vezes, até em condição de vantagem ante o vendedor, mexendo em suas estruturas psicológicas com tanta veracidade que chegam até ao ponto de incomodar a estrutura familiar. É um caso sério, são raros mas estão aí.

O stress causado pela “fuga” da realidade abala e destrói, tanto o homem como um ser, quanto o homem como um profissional. É devastador. É o espinho de cada dia. Isso só acontece porque estamos pessimamente preparados para a nossa profissão. Não estamos nos dedicando a contento do necessitado e do merecido, entretanto, não estamos fracassando, apenas estamos escorregando num dos pontos de nosso trabalho: conhecimento de nossas virtudes. Chique, não?

Pois, bem. Essas virtudes, caro amigo, são suas, são minhas, são nossas. Cada um de nós tem uma personalidade e esta deve ser totalmente explorada, lapidada, novamente trabalhada com o intuito de chegarmos a um ponto comum: - a empresa, que se deixa representar por nós; o cliente, que se deixa levar por nós, e; nós, que nos deixamos nos levar por eles, que nos desgastam e querem resultados.

Vejamos: a empresa credita em nós, vendedores, o potencial máximo da realização em busca de nossos objetivos e recursos financeiros o sangue que faz com que permaneça firme, em pé; o cliente, que também credita em nós o “fim” de seus problemas, seus desejos e suas necessidades.

Quando isso não ocorre, o que acontece? Perdemos uma venda, certo? Errado!

Quando isso não ocorre, estamos fazendo com que nossa empresa pare no tempo, nosso cliente corra até o concorrente, satisfaça suas necessidades, e nós, vendedores... servimos para quê?

Normalmente um Campeão de Vendas, um “expert” não deixa que isso ocorra e corrige-se de imediato, adiantando-se ao problema que o rodeou e afasta toda e qualquer chance de derrota ou fracasso que possa surgir. É alguém que identifica esse “desvio” e o transforma em lucros, rentabilidade, lida com os tais espinhos como se fossem “pétalas de rosas” a lhe afagar, levando-o ao mais alto escalão do trabalho.

Esse Profissional pode ser você, caro Campeão. É só uma questão de tempo, é só uma questão de discernimento, que o fará recordar-se daquilo que é próprio de quem sabe o que quer: Viver para servir. Servir para viver. Ser aquele que retira dos corpos cansados os espinhos do dia-a-dia. Considerar-se uma Criatura de Deus, preparada para conceder benefícios a todo e qualquer cidadão que necessite dos seus serviços ou produtos que tem a oferecer.

Nessa questão, em minha personalidade, em meu atendimento, em minha casa, em minha empresa, em meu grupo de amigos, enfim, onde quer que eu esteja..., só existe um que assemelha-se identicamente a mim: eu, porque Deus se deu o Prazer de Criar para Si apenas uma única personalidade em cada cidadão. E, com essas virtudes, falhas, defeitos, qualidades, erros e acertos só existe eu. Portanto, sou importante para toda a sociedade, sou importante para todo o comércio e indústria, sou importante para a minha família, sou importante para mim e sou importante para você.

Pense nisso, durante essa semana. Trabalhe em busca de encontrar-se com Deus, vendo-o na face de seu cliente, e faça esse propósito que tenho feito, tenho orientado a muitos: - O que é que o seu cliente quer, mesmo? Passe para o lado de lá do balcão e faça novamente a mesma pergunta: - O que é que eu quero, mesmo? Trabalhando dessa forma haverá uma grande possibilidade de maiores acertos, maiores benefícios, pouquíssimos espinhos e muito resultado positivo. Ser empático, nos dias de hoje, já não é só uma questão de qualidade em servir, é muito mais que isso, é uma obrigação. Ou o seu cliente não merece que você pense nele e sinta-se em sua pele?

Ótima semana. Ótimos rendimentos. Sucesso e muito lucro.

Data de Publicação: 22/05/2001


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