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Desviando-se das crises de cada dia
Wagner R. Brandini
O país tem passado por maus bocados. O país está na maior recessão. O país está sofrendo com as crises de energia, dólar, dívida externa, os problemas financeiros da Argentina, corrupção, etc. e tal.
Esta é a imagem que você tem de seu país ? Esta é a imagem que você passa ao seu cliente ?
Caro amigo, profissional de vendas: quero ter a certeza de que você não é esse profissional que vive “engolindo sapos” e arrotando tudo quanto é bobagem política em cima de seu maior aliado, o cliente. Aliás, já acho que você não é esse profissional derrotado, perdedor e convicto do negativismo, do fracasso eminente.
Se a crise existe, há duas saídas. A primeira é desviar-se porque ela é a principal objeção, aquela que vem bem antes do “não”. É uma arma poderosa para quem sabe trabalhar em cima das objeções. Conviver com a crise e fazer com que o seu cliente pense e aja, tal qual é o seu modo de pensar e agir. E, a segunda é apropriar-se da crise e cair na monotonia, aceitar o “mesmismo”, deixando para outro dia, para outra temporada... quem sabe para o próximo ano, aquele investimento que poderia estar oferecendo ao seu cliente potencial, porque o país está em crise... Vale o sofrimento ? O que você me diz, campeão ? Compensa as noites mal dormidas, a reclamação, testa franzida, nervos à flor-da-pele ?
Quando, ainda garoto, contando com meus 16 anos, estudava piano. Já no início do ano recebi uma proposta do conservatório para um recital-solo. Fiquei muito contente. Iria fazer um “show” sem parceria de nenhum outro estudante. Porém, quando vi o programa, confesso que tremi. Entre tantas músicas a executar, tinha a obrigação de tocar, ao fechamento do recital a “Fantasia Triunfal do Hino Nacional Brasileiro”. A sinfonia toda, tinha nada mais, nada menos que 32 páginas. Era um desafio. Então ? Assumo a responsabilidade em troca da folga das provas mensais, ou desisto, obrigando-me ao estudo para as tais provas ? Decidi-me pelo primeiro. Durante dez meses, estudava de 7 a 9 horas diárias. Não tinha folga, porque cursava contabilidade, curso técnico, à noite, e era extremamente puxado. Foi um desafio.
Analisamos, diariamente: Fulano de tal desafia a própria morte!!!, quase igual um verso do Hino Nacional. Sicrano, pula de não sei quantos metros e fica conhecido no mundo todo!
A sua análise, diante da crise, qual é ?
Deixo uma dica, conhecida desde que o mundo é mundo:
“Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega...”
Sabe qual é a maior crise, a meu ver ? É a incapacidade de aceitar o desafio como parte do sucesso.
Como eu sei que você aceita os desafios e está cheio de vontade de vencer, de servir e encher o seu cliente de enormes benefícios, quero terminar, desejando-lhe sucesso, mas, sucesso e alegria, sem crise e nem estresse. Valeu???
Ótima semana. Ótimos negócios.
Data de Publicação: 19/06/2001
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