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Quando o calo aperta...
Wagner R. Brandini
Há uma música antiga, cantada e “recantada” pelos fiéis católicos, principalmente os “carismáticos” que, em determinado trecho diz o seguinte: “Quem tem posto a mão no arado, não pode mais olhar prá trás”. Geralmente nós cantávamos essa canção no dia do Padre, ou no aniversário de sua ordenação sacerdotal, ou ainda, em comemoração ao seu aniversário. A frase é bem definida, ou seja, quem assume um compromisso, principalmente comunitário, não pode mais voltar atrás. Assim, caro amigo profissional de vendas, consultor, médico, dentista, engenheiro, construtor, sapateiro, gari, etc... é conosco, também.
Quando nos colocamos à serviço do cliente, seja ele quem for, é nossa obrigação dar continuidade ao atendimento. É ele a propaganda de nosso trabalho. Como sabemos, propaganda é uma “faca de dois gumes” ou está a nosso favor ou contra nós. No entanto, muitos de nós ainda vacila em dar um atendimento “vip”...
Durante um treinamento que dei, certa vez, um dos “alunos”, iniciante na carreira de vendas, fez-me a seguinte pergunta: - “Se um cliente não quer minhas mercadorias, falou-me abertamente, porque então irei continuar visitando-o ? Farei isso para perder meu tempo e o dele ?”
Espero que sua resposta não seja um aceno positivo ao meu aluno, concordando com a sua atitude... Creio que você teria um bom argumento para visitá-lo. Ou não ?
É através de tais obstáculos que muita gente acaba devolvendo a pasta. É em função dessas objeções que muita gente acaba entregando os pontos. Não acompanha a evolução do mercado, da tecnologia, nem da concorrência e depois quer se safar, por causa de uma fraqueza, de uma escorregadela em um cliente, pondo a perder todo o trabalho que conseguiu efetuar em razão de suas visitas... Quem acreditou em você, adaptou-se ao seu modo, esse irá, à deriva, buscar novos fornecedores porque houve uma desistência sua. E a propaganda a seu favor será negativa.
Quando o calo aperta, temos a obrigação de virar o jogo. E, virar tem um significado muito forte o de vencer. Administrar o tempo de visita para sobrar uma folga para esse cliente, em especial, que não quer suas mercadorias, nem se for com um desconto enorme é uma questão de profissionalismo e bom senso. Seu, em relação à empresa que representa e também em relação ao cliente, que terá a percepção do valor exponencial que você dá à causa, de forma justa e persistente.
Em atenção a esses propósitos é que há um crescimento no conteúdo profissional, obrigando-nos a agendar tarefas para o fim do dia, em busca de nosso crescimento, valorização de nossa atividade e o desprendimento de nossos desejos mais auspícios, permitindo-nos acreditar que somos, de fato e de direito, Campeões de Vendas, pois, soubemos valorizar cada objeção, cada questionamento e cada obstáculo que esteve em nossa frente, no final de um dia maravilhoso de trabalho, quando conseguimos realizar um projeto de Deus: ganhar o dia, servir ao próximo.
Ótima semana. Ótimas visitas. Ótimas vendas. Infinito Sucesso.
Data de Publicação: 26/06/2001
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