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WideBiz

Desta vez é o apagão!!!
Wagner R. Brandini

Há desculpa de monte. Agora, estamos colocando os nossos problemas no tal do “apagão”, que tem muita gente dizendo que é o “apagão do Fernandão”. Não interessa de quem seja. Está atrapalhando, e muito, a articulação do profissional, envolvendo-o em conversas de “esperar trem”.

O caso mais importante para o profissional de vendas, face a doença que se “acomete” o país, é que ele precisa e deve estar aceso. Ocorre que, em detrimento da notícia que é veiculada, propagandas acirradas sobre o tema, o assunto tem ficado exatamente nisso: apagão. Daí, para voltar ficar “acesão” tem que dar uns bons pulos. São contas que estouram, orçamento furado, casa cheia de problemas, relacionamento abalado e tudo o mais que se pode pensar. Quem criou o problema do apagão, creio não ter medido conseqüências futuras de resultado negativo que estariam por vir. Vieram. Agora “Inês tá morta”, como afirmam os matutos, do lado de cá.

Ao apanhar as ferramentas de trabalho (maleta, caneta, carteira), subir no automóvel, dar a partida e rumar para o primeiro cliente, obrigatoriamente a nossa mente já nos acusa do assunto, que invariavelmente iremos tratar com nosso “fiel escudeiro”: o apagão.

É. Apagão está na moda. Assim, como a mini-saia, a calça boca-de-sino, o cavanhaque, costeleta, o sapato masculino de plataforma, o cabelo comprido, a cabeça raspada, também estiveram, estão e estarão, com certeza na moda. São assuntos que nada acrescentam ao objetivo que temos para o nosso trabalho e nossa visita ao cliente: servir. Há um exército de pessoas que confunde isso, essa moda, com a empatia. Sentem-se no lugar do cliente. Queixam-se, contribuem para o aumento do pensamento negativo, da mediocridade, esquecendo-se que sua função é estar firme, ser baluarte e alicerce para esse ou aquele cliente. Imagine, agora, quantos vendedores estão se encontrando com os mesmos clientes que você visitou, falando sobre o apagão, a onda do momento. Como não deve estar o espírito de negativismo desse seu cliente, a essa altura ?

Caros amigos, peço, pelo amor de Deus, esqueçam-se do apagão. Esse fato deve ser tratado dentro de casa, dentro do escritório, dentro da fábrica, que levará o intento da economia de energia a uma discussão ou utilização, de forma a contribuir com o propósito de baixa de consumo. O cliente necessita economizar, além da energia elétrica, adquirindo com classe, os produtos ou serviços que só você sabe oferecer. Ganhe tempo. Fale sobre aquilo que tem e que é uma fonte geradora de recursos para a sua clientela e para você, profissional de vendas, capaz de dialogar sem “apagar a mente”.

Tenho lidos diversos artigos e, como tenho por costume ler as novidades, conclui que o tema, debatido e “combatido” já não é mais uma novidade. Vale mais a pena irmos em busca de notícias mais quentes e pululantes que querem nos rodear, e infelizmente não chegam até nós, porque absorvemos aquilo que não queremos, entretanto, nos obrigamos a tais ocorrências, deixando para um segundo momento as tais “notícias quentes” que devem nos interessar. Mas, como sei que isso não o atingirá, porque você faz parte daquela pequenina estirpe, a dos Campeões de Vendas, fico muito mais feliz e desejoso, que essa moda do “apagão” não venha apagar sua mente e em decorrência disso, os seus negócios. Torço, do fundo de meu coração, que essa crise de energia, o apagão, não escureça as suas pedras preciosas, esse universo inesgotável de energia, chamado CLIENTES.

Lamento, caro leitor, amigo Profissional, que tenha utilizado em excesso o termo “apagão”. Com isso, contribuo com uma atitude de repúdio à crise de energia, que assola e desmorona muitos lares, demite e agride, insensivelmente a sociedade, já sofrida e cada dia mais necessitada de apoio, que felizmente encontra em você, que é firme e possui, também uma fonte inesgotável de energia, chamada AMOR.

Ótima semana. Ótimos rendimentos. Muitas felicidades, mente clara e objetividade inabalável. São os meus sinceros votos.

Data de Publicação: 28/05/2001


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