Enviar artigo | Faça seu comentário
WideBiz

A dormênsia do comércio
Wagner R. Brandini

Muitas foram as críticas que recaíram sobre o comércio local no decorrer deste mês, sobretudo em alguns segmentos. A que se deve, uma vez que nos preparamos para as eleições?

Há algum tempo, esperávamos, como as coisas de grande importância são aguardadas, que a chegada dos “tempos eleitorais” modificassem a demanda, tal qual fosse ele o principal fator de impulso em todas as negociações. Pensávamos de maneira equivocada. O comércio só é ruim quando as coisas, de forma generalizada, não vão bem.

Exemplo disso é o comércio de grandes centros. Há pessoas indo e vindo, entrando em lojas, fazendo pesquisas, anotações, cotações e tudo o que têm direito e nada levam. O dinheiro está escasso? Será que nas “metrópoles” o comércio também anda ruim?

Embora haja enorme demanda pelo dinheiro, existe ainda demanda maior pelas compras habituais. A cesta básica da alimentação e os gastos mensais, anteriormente orçados e que constam medicamentos, combustíveis, escola e outros itens fundamentais tomam proporções maiores às previstas, e para o vestuário e presentes sobra pouco. Houve, então, uma redução do ganho?

Se levarmos em consideração o fator “inflação”, concluiremos que atualmente ganhamos bem menos do que quando fora instituído o plano “Real” e, até o momento não conseguimos nada mais do que os mesmos resultados de anteriores oito anos, exatamente o contrário do que vem sendo recordado pelas incansáveis publicidades que rodeiam o tempo de permanência do atual governo, ou seja, os mesmos oito anos. De fato, ficamos mais pobres, e com pouquíssimas chances de aplicabilidade de possíveis sobras salariais. São os sinais dos tempos. Novos tempos, redimensionamento da política financeira e, indiscutivelmente, os comuns estouros de orçamento. São ajustes que, queiramos ou não, “somos peças do tabuleiro” e estamos dentro da tal “política monetária” e passaremos, como de fato, estamos passando – e que está nos penalizando.

Entretanto, esse fato é comum à maioria e já faz parte de uma rotina, não de minha época, mas certamente da fase de nossos antepassados. Contudo, havia menor concorrência e o mercado andava bem mais à vontade. Agora já não é tão fácil estabelecer-se, sem que haja por trás “conhecimento verdadeiro da atual situação”. Isso é o que podemos chamar de “objeção das objeções”. Você conhece essa situação, sabe conviver com esses “altos e baixos” e, ainda fazer render seu trabalho sem um pingo de estresse?

Então, para você, que anda de cabeça fervendo, carregando uma pasta com seus itens de venda numa mão, e dentro de sua cabeça, uma outra contendo suas contas e dificuldades, lembre-se: dever não é o fim.

Ficou chocado com isso, não?

DEVER NÃO É O FIM. Não é, porque, se não conseguirmos fazer com que nossa atividade profissional de vendas decole, nós decolaremos, com certeza. Exatamente. E, o profissional de vendas tem que ter postura e comprometimento, conseguir fazer boa aplicação de seu conteúdo de trabalho, explorando todas as suas forças, que o permitirão “virar o jogo”. Portanto, carregar uma pasta contendo seus materiais de vendas, deve estar pesando um bocado em seus punhos. Não está?

Todo profissional preocupado em servir, age de igual maneira.

Arregace as mangas, dê uma volta em torno de si, veja claramente o que conseguiu fazer ontem, contabilize o quanto produziu e faça um rápido exame de consciência: sou capaz de muito mais! Não sou?

Ninguém nasce sabendo. É preciso driblar a concorrência, as falsidades eleitoreiras, as promessas “indecorosas” feitas por políticos de carreira, deixar de ver só as coisas ruins que andam ocorrendo no comércio em geral, valorizar-se integralmente e aplicar seus conhecimentos, suas técnicas, seu prestígio em prol de duas causas – a sua, que é exatamente a sua família e seu ideal, e a outra que é exatamente você, que compreende a sua família e o seu ideal.

Agora, se você não conseguir que isso aconteça, não se preocupe, procure quem o ajude. Você não será o primeiro, além do que, não é antiprofissional e também não é demérito algum pedir apoio a algum colega de trabalho. Com certeza, sempre haverá um bom samaritano para orientá-lo.

Recorde-se que, o vício é algo intermitente e prejudica a saúde. Leva à morte. O desespero é isso.

Os hábitos, no entanto, podem ser bons ou ruins. É bem melhor que optemos por bons hábitos. Você não concorda?

Sucesso. Ótima semana e resultados ainda superiores!

Data de Publicação: 09/09/2002


Enviar artigo | Faça seu comentário