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Notebooks e monitores LCD ganham terreno
Vivaldo José Breternitz

O mês de maio passado registrou fatos que podem estar marcando um ponto
de inflexão na indústria de computadores: pela primeira vez (no mercado
americano) o valor das vendas de notebooks superou o de desktops; o mesmo
aconteceu com as vendas de monitores de cristal líquido (LCD ou liquid
crystal display) em relação às vendas de monitores convencionais CRT
(cathode-ray tube).

As vendas não foram boas apenas no segmento de notebooks: os varejistas
americanos registraram em 2003 seu melhor mês de maio dos últimos quatro
anos, com as vendas superando as de maio de 2002 em 13,6%. Cerca de 54% das
vendas (em valor) foram de notebooks, contra 25% em janeiro de 2000; em
quantidades, 40% das máquinas vendidas foram portáteis.

Exemplos desse crescimento são apontados também pelos fabricantes: no
segundo trimestre de 2003, 27% das vendas da Dell e 40% das Apple foram no
segmento de notebooks.

Em nossa opinião, o maior obstáculo à popularização dos notebooks era o
preço; no entanto, nos últimos doze meses eles caíram cerca de 20%, já
havendo máquinas que custam menos de US$ 1.300. Os equipamentos estão
também se tornando mais completos: 80% deles sai de fábrica com telas de 15
polegadas e 86% com gravador de CDs.

No caso dos monitores, as vendas dos LCD representaram mais de 70% em
dólares e 52% em volume, contra 40% e 22% respectivamente há um ano atrás.

Esse crescimento já era previsto por esta coluna em meados do ano passado,
e sua causa também é a queda nos preços: os monitores de 15 polegadas caíram
de cerca de US$ 1.000 há dois anos para algo como US$ 450 (contra US$ 200
por um CRT).

Essas tendências devem se acentuar, pois telas planas permitem notebooks
ainda mais leves e baratos, dando ao usuário o que ele ardentemente deseja:
mobilidade.

Data de Publicação: 21/07/2003


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