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WideBiz

Um caso de comércio exterior.
Silvio Corrêa

No início de abril, estava em São Paulo quando encontrei um colega dos bancos da faculdade. Ainda que ele more no Rio, já não estranho mais encontrar amigos de outros estados em plena Av. Paulista.

Disse-me que estava lá para visitar a Intermodal. Eu devolvi: Visitar o que ! !

- Intermodal - e completou - Intermodal South América.

Fiquei curioso e ele me explicou que era uma feira de logística de transporte multimodal. Não clareou muito, mas achei que o assunto era interessante ... no mínimo, algo novo.

Como ele tinha um ingresso sobrando, me convidou. Bom, se era interessante, tornou-se naquele momento, uma oportunidade, uma chance de um novo conhecimento. Marcamos para o dia seguinte.

Desconhecedor profundo do assunto, fiquei boquiaberto com a quantidade de expositores. Não sei o número correto, mas devia ter mais de 150. De todos os tipos e para todos os gostos. Empresas de transporte (lógico) marítimo, rodoviário e ferroviário; logística (lógico também); software; stands de vários portos nacionais e estrangeiros. Para mim, um prato cheio de novidades.

Em determinado ponto das visitas, aconteceu de nos desencontrarmos e cada um seguiu seu caminho. Só mais tarde nos encontraríamos.

Lá fui eu, com meu inglês tupiniquim (- Take it easy, take it easy !), meu portunhol e meu português.

Minha tarefa, naquele momento, era encontrar uma alma caridosa, que pudesse me explicar como funciona essa coisa de comércio exterior, desembaraço alfandegário, logística de transporte. Eu pretendia sair da Intermodal com o mínimo do mínimo de conhecimento sobre o assunto.

Tarefa inglória ! O meu argumento "fajuto" de que eu desejava exportar artesanato, caía por terra em 2 minutos de conversa. Bom, quando era em inglês, levava um pouco mais ... . Vamos ser sinceros, levava bem mais. :-)

Lá pelas tantas, entrei em um stand, decorado com as cores laranja e preto. Uma combinação que, de imediato, chamou minha atenção.

Estava folheando o folder da empresa, quando fui abordado por uma rapaz com seus, presumíveis, vinte e tantos anos.

Ainda cheguei a iniciar a conversa que desejava exportar artesanato, quando resolvi mudar a tática. Fui direto, na "lata", sem rodeios.

- Fábio (o nome dele), não conheço nada dessa área que vocês atuam, mas gostaria de sair da Intermodal com alguma "idéia" sobre o assunto.

Ele olhou para mim e disse:

- Vem, vamos conversar.
Bom, depois de acomodados na sala VIP, a minha primeira pergunta, por pura curiosidade e também para iniciar a conversa, foi: Por que você resolveu me auxiliar ?

- Silvio, já houve uma época onde, por total necessidade, eu e meus irmãos precisávamos conhecer, profundamente, o funcionamento dessa área. Graças a Deus tivemos pessoas que nos auxiliaram e nos ensinaram. Quem sabe esta não seja uma chance de retribuir a ajuda que me deram.

Já estávamos com mais de meia hora de papo, quando Graziela e Fernando, irmãos do Fábio, juntaram-se à conversa.

Não percebi o tempo passar até que percebi que a feira estava encerrando. Nos despedimos com a promessa de envio, por e-mail, de material sobre a área.

Sabem aquela história de "atirar no que viu e acertar no que não viu" ? Pois é, foi o que aconteceu.

Realmente, fiquei apenas com uma vaga idéia de logística de transportes, comércio exterior e desembaraço alfandegário; só mesmo quem convive com isso todo dia, para realmente aprender.

Por outro lado, aprendi muito sobre o ser humano, sobre sua capacidade de se superar frente aos obstáculos da vida. Aprendi muito sobre essa capacidade, no jovem brasileiro (não acredito que algum deles tenha mais que trinta e poucos anos). Aprendi muito sobre a união da família em torno de um projeto comum. Aprendi que com firmeza, determinação e competência, 3 talentosos jovens tocaram e continuam tocando e comandando uma empresa de porte, um ícone brasileiro da logística de transportes, como a Servimex Logística (www.servimex.com.br).

Data de Publicação: 30/09/2002


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