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Mais um final de ano.
Silvio Corrêa

Mais um final de ano e, é verdade, nada foi muito diferente no cotidiano. Clientes novos e antigos, muitos contatos e muitos colegas, mas poucos amigos. Na rua pouco mudou, o mesmo que vive nela no dia, na noite madrugou. Cansado, amedrontado e as vezes quase derrotado, levanta com um novo sonho, quem sabe, de um Mundo melhorado.

Algumas coisas tenho feito, reconheço, mas muito pouco para geração de um novo começo. Fazer uma oração, pedir ao Céus uma solução, é válido sim, mas muito pouco para as mazelas sem fim e sem que eu dê um pouco de mim.

Ler sobre Bezerra de Menezes, o Médico dos Pobres, um homem com atitudes tão nobres, nos faz perceber o quanto somos podres. Pobres de amor, de caridade, pobres de ação em prol da humanidade.

Temos boas intenções na verdade, muitas vezes ceifadas pelo nosso orgulho e vaidade. Caminhamos como senhores no nosso caminho e não reparamos que às margens, quantos estão sozinhos, querendo tão somente um pouco de carinho. Ah!, dizemos, mas é pequeno nosso tempo, não temos como reparti-lo e se Deus fez assim o trajeto, que cada um trate de segui-lo!

O marco de um novo ano, década, século ou milênio, nos faz acreditar, por pura comodidade, que tudo mudará, sem um tostão da nossa força de vontade. Se quero que mude, não importa a data, o tempo, a cidade, mas importa que sejamos, de coração, homens de boa vontade. Que olhemos mais para o nosso irmão, que está sem rumo e sem sorte; tracemos nosso caminho e tenhamos Jesus, o Mestre dos mestres, como nosso Norte.

Nossa passagem é curta e em breve retornaremos para a pátria verdadeira, amemos nossos irmãos com a fé sementeira, dignificando nossa estada na atual morada.

Data de Publicação: 16/12/2002


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