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Vamos conversar?
Silvio Corrêa
No último artigo falei, um pouco, sobre negociação. Mas como falar sobre negociação, sem falar em comunicação?
Acredito que a maioria, senão todos, lembram do esqueminha da comunicação.
É, aquele com emissor e receptor. Lembram?
O emissor gera uma imagem que é decodificada e verbalizada. O receptor, por sua vez, recebe a mensagem, codifica-a para uma imagem, que é decodificada e verbalizada, gerando o feedback.
É simples, e mesmo quando esse processo é apresentado a quem não o conhecia, ouve-se a exclamação: “Mas isso é óbvio!!!”
Se é tão óbvio, por que continuamos falhando tanto nas nossas comunicações?
Aqui vai uma pergunta para reflexão: Sou coerente no meu “agir”, “pensar” e “falar” (ou escrever)?
Uma antiga pesquisa, ainda que muitos a considerem atual, indica que a nossa comunicação está em: 55% nos gestos, 45% na comunicação oral e 7% na escrita.
Além disso, é indicado como a comunicação mais completa, àquela que combina a comunicação oral com a gestual.
Me espanta que a comunicação por escrito, tão completa nos bons livros, culminada pela série do Harry Potter; tão intensa (cada vez mais) por e-mail, irc, icq, blog e outros, corresponda a, apenas, 7% da nossa comunicação, e não seja considerada “completa”.
Ainda assim, a comunicação, seja sob qualquer forma, necessita de um importante componente: o foco. Não, necessariamente, um objetivo, mas o foco no tema é primordial.
É essa falta de foco, dentro de um processo de comunicação, que tanto prejudica negociações, reuniões, aulas e etc...
Sim, é verdade, em certos casos “perder, aparentemente, o foco” é uma estratégia no processo de comunicação. Uma situação onde isso pode ocorrer, é em uma conversação onde as emoções afetam o desenrolar do processo, gerando conflitos.
Bom, aí já estaríamos falando de conflitos e como administrá-los. Não quero perder o foco e deixarei para abordar o assunto em outro artigo.
Um grande abraço e boas conversações.
Data de Publicação: 06/08/2001
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