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Com aflito e com afeto, fiz seu doce predileto.
Silvio Corrêa

Pegando uma carona na música do Chico Buarque, começo esse pequeno texto sobre o tal do conflito (com + aflito), ou, para ser mais exato, os tais dos conflitos.

Pois é, comunicação escrita é história, fica registrado, nos obriga à coerência e no último artigo eu comentei que falaria sobre os conflitos. Pois aqui estou !
Certamente que existem variados tipos de conflitos e, com certeza, você já enfrentou diversas situações conflitantes.

Em uma visão macro, existem quatro tipos de conflitos:

O conflito de comportamento, que acontece quando um comportamento de uma pessoa ou de um grupo, destoa do grupo maior.

O conflito de objetivos, que segue a mesma linha do “de comportamento”.
Conflito afetivo, atuando nas emoções.

Conflito de idéias ou cognitivo.
Por que ficar dando “nome aos bois” quando tudo é conflito?

Para que possamos entender o mecanismo e atuar, na administração, de forma eficaz.

O conflito, por si só, não é bom nem ruim. O resultado da administração do mesmo, isto é, a conseqüência, é que poderá ser boa ou ruim.

Um dos tipos de conflitos é, normalmente, saudável; o cognitivo.
Raras são as vezes em que um conflito cognitivo, de idéias, quando administrado, não gere crescimento.

O mais radical é o conflito de comportamento, onde a solução, “a priori”, tem apenas duas alternativas: Se adequa ao grupo ou sai do grupo.

Escrevi “a priori” pois em várias situações um conflito de comportamento, foi antecedido por um outro tipo de conflito, que não foi percebido e administrado ou que foi mal administrado.

Por isso, a importância de uma etapa, que chamaremos de conceitualização, é tão grande na administração de conflitos.

Imaginemos uma situação onde as partes envolvidas tenham um conflito de idéias e que por problemas de comunicação, o mesmo não tenha sido detectado.

Essas idéias poderão gerar objetivos - e o caminho para atingí-los – diversos. Por um estilo de “afastamento” ou “acomodação” de uma ou ambas as partes, esse conflito, também, não foi administrado.

Essa situação, na maioria das vezes, irá gerar emoções adversas, culminando em um conflito afetivo. A administração de um conflito afetivo já se torna muito difícil, já que nem todos e, nem em todas as situações, conseguimos administrar as nossas próprias emoções. Que dirá à dos outros.

Ora, com a instalação de um conflito afetivo, as partes passam a ser contrárias a qualquer posição do outro, alterando, normalmente, o comportamento.

A conceitualização tem que acontecer assim que existe, por qualquer das partes, a percepção do conflito. É uma etapa muito delicada pois o resultado poderá resultar na eliminação do conflito, na paralisação do crescimento do conflito ou na geração de um novo conflito ainda maior.

Aqui entra a importância de saber ouvir, a percepção do trabalho em equipe, a mente aberta, o coração aberto, o foco e o espírito de consenso.

Certamente que esse “apaixonante” assunto não se esgotou e não se esgotará, já que não existe “fórmula mágica” para solucionar conflito. Mas acho que consegui, em linhas gerais, dar uma visão do processamento dos conflitos.
Um grande abraço.

Data de Publicação: 23/08/2001


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