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O sucesso de Walt Disney está ao seu alcance
Roberto Vieira Ribeiro

Nas palavras de um de seus funcionários, "- havia três Walts: O sonhador, o realista e o desmancha-prazeres. Era impossível dizer qual deles iria participar da reunião". Os pesquisadores afirmam que, esse foi um dos mais importantes elementos para o enorme sucesso de Disney. A sua capacidade de explorar algo a partir de várias posições perceptivas diferentes. Na medida em que possibilitou relacionar o gênio criativo com o apelo popular, e uma gestão de negócios bem sucedida.

Viajar para os Estados Unidos e conhecer a Disneylândia foi, sem dúvida, o grande sonho da minha infância. Eu desejava viver no deslumbrante mundo de fantasias, criado por Walt Disney, onde só existiam pântanos, crocodilos e outros bichos. E o realizei! Mas, já era crescidinho e, estava na companhia de minha esposa. Foi um dos prêmios de vendas que ganhei em minha carreira.

O hotel em que ficamos hospedados pertence ao complexo Disney e, é encantador e luxuoso. Com um lago em frente aos apartamentos e vista para o Magic Kindon. Para onde nos deslocamos com o monorail, que é um metrô de superfície que passa por dentro desse hotel. E, faz o trajeto pelos muitos parques e atrações que lá existem.

Depois que nos divertimos bastante, passeando e brincando no Reino Mágico, decidimos conhecer outros lugares. Mas, o passaporte que comprovava nosso direito de acesso fora recolhido na entrada deste. Então, procuramos um funcionário. Ele usou uma pistola, para aplicar algo em nosso braço. E, disse que seria o suficiente. O que me incomodou, porque eu não percebi qualquer resultado aparente.

Os elementos da estratégia mental de Disney são componentes básicos em qualquer planejamento eficaz: o Sonhador para formular novas idéias e objetivos. O Realista para transformar as idéias em algo concreto. E, o Crítico como filtro e melhoria contínua.

Mas a maneira específica como ele os utilizava e coordenava, é que fazem a diferença. Eis como Disney os descreve:

“O criador de histórias deve enxergar claramente na sua mente como cada segmento do controle dessa história será colocado. Ele deve sentir cada expressão, cada reação. Ele deve distanciar-se da sua história para poder olhá-la com outros olhos... observando se existe alguma fase morta... vendo se as personalidades serão interessantes e atraentes para o público. Ele também deve tentar ver e fazer com que as ações das suas personagens sejam interessantes".

A primeira parte da descrição focaliza a relação sonhador-realista. E, os "outros olhos" são do desmancha-prazeres, o crítico.

Quando entramos no próximo parque - eureka! - compreendi o processo. E, era tão simples! A tal pistola deixa partículas magnéticas na pele, que durante um certo número de horas, podem ser captadas pelo aparelho que existe na entrada. Dispensando o uso de tíquetes de ingresso e, evitando transtornos com perdas e roubos.

Então tudo ficou claro, e percebi o meu equívoco. Compreendendo a reação das pessoas, ao verem o funcionário do parque esforçando-se para convencer-me. A visão delas estava mais ampliada que a minha. Porque já tinham usado a pistola antes e, sabiam que funcionava perfeitamente.

Segundo o pesquisador Robert Dilts, no ciclo criativo de Disney, o Sonhador assume o papel de visionário. Que vê o filme completo e acredita que qualquer coisa é possível. (O que você deseja? Qual é a recompensa?)

O Realista é voltado para a ação, em etapas de curto prazo. E, age "como se" o objetivo fosse possível.(O que você fará para atingir este objetivo? Como você vai saber que o atingiu?)

O Crítico é lógico, evita problemas indo atrás do que está faltando. E, pergunta,"e se" surgirem problemas?

Uma das vantagens dessa estratégia, em minha opinião, é nos sentirmos mais seguros para criar e ousar. Ao planejarmos nossos negócios e outros assuntos. Seja, uma empresa, um web site, a estratégia de vendas, uma campanha promocional, projetos e apresentações, por exemplo.

Mas, eu posso compreender se você pensar diferente. Cuidado, apenas para não exagerar e perder tempo, ao invés de experimentar. Porque, se eu não tivesse decidido confiar naquelas pessoas, com costumes e língua diferente, teria me prejudicado. E, deixado de aproveitar outros dois parques que conhecemos naquele dia. O Epcote Center e Universal Stúdios. Foi maravilhoso!


Data de Publicação: 22/06/2001


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