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Desperte o seu gênio interior e depois agüente as conseqüências.
Roberto Vieira Ribeiro

DESPERTE O SEU GÊNIO INTERIOR, e DEPOIS AGÜENTE as CONSEQÜÊNCIAS.
Roberto Vieira Ribeiro
www.motivacaoeresultados.com.br


Foi por pouco. O Anjo esteve a ponto de deixar suas asas na segurança do
céu e ir passar uns tempos torrando no andar de baixo, o inferno. Ele é uma
pessoa boa e profissional competente, mas de temperamento esquentado, o seu
ponto fraco: sem ter essa intenção alimenta rancores, é presa fácil para os
criadores de caso e alvo de boatos e intrigas. Pego de surpresa quase caiu
em desgraça: escorregou e desceu, o suficiente para sentir o calorzinho da
fornalha, agitada pela torcida dos afoitos diabinhos. Possivelmente, os
mesmos que anseiam pela posição que hoje é dele. Isso soa familiar a você?

Há quem afirme que o céu são as estrelas e que o inferno é obra da
imaginação. Não discuto o mérito disso, mas sei que esse está mais presente
em nossas vidas do que gostaríamos de admitir. É só observar com a devida
atenção: dependendo do gênio da pessoa, a linha que separa um nível do outro
é o fio de uma navalha. E, transpô-lo, tem o dom de transformar uma pequena
fagulha em incêndio incontrolável: em casa, no trânsito, na empresa, no amor
ou nos negócios. Um simples descuido e um campo de paz vira terreno minado.
Se, duvida, experimente dizer tudo o que quiser a todos, por exemplo. De
preferência, com cara de poucos amigos, de forma antipática e no tom
imperativo dos sargentos de plantão. Antes, convém tapar os ouvidos da
mamãe, melhorar o seguro de vida e se preparar para correr como um
velocista.

O Anjo andava batendo suas asinhas à toa ultimamente, tal era o entusiasmo
que sentia pelos resultados obtidos em seu novo projeto. Ele havia preparado
cuidadosamente a terra, depois, lançou boas sementes sobre ela. Então, as
regou e zelou sob todos os aspectos para garantir a boa safra. Portanto,
tinha motivos para tal entusiasmo. Mas, algo aconteceu.
Quem já se sentiu agitado e cheio de razão ante alguma situação, óbvia, de
injustiça ou descaso contra si, reconhecerá os sintomas. Isso é comum nas
empresas, não é? Foi o que aconteceu com o Anjo: sentiu-se pessoalmente
atingido e prejudicado, quando um dos diretores do projeto recusou algo que
ele considerava importante para a sua carreira, e, que por ser justo, fazia
questão.
Em situações como essa, as pessoas são facilmente dominadas pela raiva,
que é amiga do "demo" e péssima conselheira: enche-se de argumentos e
atacam. E, após o desabafo, de duas, uma: se sentem aliviadas e satisfeitas,
ou, quando desconfiam que suas medidas foram desmedidas, e, talvez,
descabidas, a ansiedade vai as alturas. Cuidado! Isso é bíblico: "quem com
ferro fere, com ferro será ferido". E também científico, conforme o
enunciado da terceira lei de Newton, que diz: "a toda ação haverá uma reação
igual e contrária".
Ora, se é para se arrepender então porque fazer? Vai provocar incômodos e
prejuízos de toda ordem. Por que não optar pelo "quanto mais você dá, mais
você recebe", que também está nas escrituras?

A solução não exige sermos gênio, mas dominar o gênio que temos. E, a
primeira providência é esfriar a cabeça antes de agir. Depois, reunir todos
os fatos e estudar a questão considerando o ponto de vista dos demais
envolvidos, também: afinal, não estamos sozinhos neste mundo.
Se você foi preterido naquela esperada promoção não significa
necessariamente que foi injustiçado. Que critérios o chefe utilizou? Quem
sabe, o escolhido estava fazendo por merecer a mais tempo! Será se aquela
posição, específica, seria o melhor realmente para a sua carreira? É comum
que campeões de venda, por exemplo, se tornem gerentes medíocres,
prejudicando a todos, inclusive, o bolso do promovido.
E, aquela ofensa terrível que certa pessoa lhe fez? Terá sido ofensa
mesmo? Ou um mal entendido, talvez? Ou, melhor ainda: não será ela uma
dessas raras pessoas especiais, amigo com 'a' maiúsculo, que por isso mesmo
disse verdades que doem, mas o estimulam a
refletir, abrir os olhos e mudar para melhor?

O Anjo, por exemplo, achava que o sócio era injusto e pretendia brigar, o
valentão. Até que compartilhei com ele o que aprendi de meu pai: relevar.
Sua palavra preferida em um caso como esse, era: "esqueça".
Simples assim. Ceder quando necessário. O que não significa abrir mão das
conquistas e do que é seu por direito. Mas, evitar guerras, golpes baixos,
etc..., como é comum aí afora.
Para satisfazer o seu gênio, o Anjo foi desabafar: berrou, xingou, e
escreveu argumentos
fantásticos para o seu ponto de vista. Com o cuidado de não remeter o que
escreveu, e de não permitir que alguém ouvisse uma palavra sequer do que
gritou. Em seguida, mais calmo, enviou uma mensagem para o sócio, esquecendo
a posição inicial e propondo algo mais vantajoso para todos. E, prontamente,
o sócio aceitou.
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Roberto Vieira Ribeiro (www.motivacaoeresultados.com.br) é palestrante e
consultor especialista em motivação e vendas, com foco em resultados. Ou
seja, no aumento da performance, produtividade e qualidade das vendas dos
seus clientes. É
autor da série de CDs Motivação & Resultados e do audiocurso A Venda Passo
a
Passo I,II e III, entre outros.
Este texto é um dos temas de suas palestras e treinamentos.

Contato: roberto@motivacaoeresultados.com.br / (41)272-3260 / 233-4172

* Os créditos acima sempre devem acompanhar o texto *

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A U T O R I Z A Ç Ã O D E P U B L I C A Ç Ã O

O texto acima pode ser publicado gratuitamente como colaboração para
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íntegra, inclusive, os créditos do autor, que permanece com todos os
direitos autorais.

Data de Publicação: 21/05/2003


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