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Banner Na Internet... Usar Ou Não Usar?
Rogerio Bravim
“Escrevi este artigo no ano passado precisamente em 9 de agosto de 2000, fazia parte do meu treinamento pessoal para tentar ser modestamente um articulista. Embora escrito há alguns meses, o tema continua atual e certamente a abordagem que faço expressa minha percepção, também é fato que este assunto ainda é polêmico e os argumentos que apresento são atuais e bastante válidos, então o que vale mesmo é o debate para desenvolvermos uma prática que produza resultados, confira o texto.”
Se você é empreendedor ou publicitário no mundo da internet, sem dúvida este artigo lhe ajudará a enxergar os banners de um outro ponto de vista.
Quando falamos de ações de Webmarketing, a grande questão hoje é: usar ou não usar os banners? Mas, quanto a uma coisa ninguém tem dúvida, há controvérsias.
Sendo assim, também apresentarei a minha percepção quanto ao assunto, para isso é preciso que nos situemos na linha do tempo, onde podemos dividir esta história em dois momentos, a saber:
Momento 1: Euforia geral. Sim, este era o sentimento que a grande maioria tinha e como tudo o que é novo, todos estavam bastante eufóricos com o potencial dos banners para explorar a publicidade na Internet.
Momento 2: Desilusão generalizada. Em outras palavras, tudo aquilo que maioria apostava em termos de retorno caíra por terra, pois os números indicam que o internauta (e-consumer) tem clicado cada vez menos nos banners. Deste modo, instalou-se o sentimento de que o uso do banner na propaganda é uma ferramenta inadequada e deficiente.
Em uma breve análise sobre estes dois momentos, podemos concluir que de um modo geral “colocamos nos ombros do banner uma responsabilidade excessiva e o resultado disso é uma crise de utilidade”. No entanto, recordo que onde há crise, também há oportunidade. Por isso, vejamos qual é a explicação para esta crise.
Primeiro fator, com o advento da Internet e a possibilidade de usar o banner em propaganda, tínhamos pela primeira vez a capacidade de medir com absoluta precisão o retorno da propaganda e por isso criou-se uma enorme expectativa. O desdobramento disso, foi então correr e medir a taxa de retorno da propaganda através dos cliques que eram dados nestes banners, mas o resultado auferido não foi e não tem sido nada animador. Além disso, um segundo fator tem contribuído para a diminuição dos cliques nos banners, isto é, o internauta, aprendeu que clicar num banner pode lhe custar a perda do seu foco atual, que neste caso, é o conteúdo do site que no momento ele está visitando. Ainda, um terceiro fator a considerar é a taxa de retorno dos cliques, que na verdade serve apenas para indicar quantas pessoas realmente estão dispostas a interagir ativamente com o seu produto e não leva em conta o fator de exposição.
Agregado a tudo isso, é sabido que o comportamento do consumidor na Internet, principalmente os iniciantes, são geralmente de natureza curiosa, clicando em quase tudo o que vê e sendo remetido de um link para outro sucessivamente. Um outro tipo de comportamento, são aqueles que preferem ler tudo cuidadosamente antes de clicar em algo, estes últimos são do tipo que privilegiam os textos em detrimento da imagem, por isso as chances deles clicarem num banner são bastante pequenas. Contudo, com o passar do tempo é natural e inevitável que ambos os tipos de internautas ganhem mais experiência e aprendam a explorar melhor os recursos da Internet além das funcionalidades do browser (software navegador).
Note que perceber todo este comportamento revela-nos algumas possibilidades para explicarmos os motivos que tem levado ao declínio dos cliques nos banners, pois passado o momento de curiosidade ou mesmo ainda depois de aprendido que clicar num banner pode significar o redirecionamento do seu browser para outro endereço de Internet; então estes fatores, fazem com que o internauta pense duas vezes antes de clicar nesse ou naquele banner. Sendo assim, a grande questão é: o fato do internauta não ter clicado no seu banner, significa que ele não o percebeu? Para responder esta pergunta sugiro que responda antes outras questões, tais como: o que são mídias off-line, on-line e Interativa? E ainda, como posso medir com precisão numérica o retorno sobre estas chamadas mídias off-line?
Como havia dito no início deste artigo, a minha percepção é diferente da maioria que hoje vê o banner sem utilidade, pelo contrário, acredito que sem nenhum tipo de excesso, tratar-se-á de uma mídia interessante que terá no futuro um papel de coadjuvante e que participará de um composto de outras mídias on-line. Portanto, sugiro que encare o banner como se fosse um outdoor tradicional e tente medi-lo como você faria com qualquer outra mídia off-line. Além disso, recomendo que não se vislumbre demais com a tecnologia a ponto de esquecer-se dos fundamentos básicos de análise do comportamento do consumidor. Se pensar assim, você também conseguirá através da Internet vendar e agregar mais valor a sua marca. Faça o teste e comprove, antes que mais gente comece a entender este movimento (lembre-se onde há crise...).
Data de Publicação: 26/04/2001
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