Luiz Carlos Pires
E-mail: emaildopires@yahoo.com.br

WideBiz Luiz Carlos Pires Luiz Carlos Pires é jornalista e artista plástico. Faz roteiros para televisão e desde 1990 descobriu a arte-digital utilizando o computador para compor seus trabalhos. Lançou o Manifesto da Arte Digital junto com os artistas Christina Oiticica e Marcus Moura no site www.mmwd.com/arte, onde seus outros trabalhos também podem ser vistos. Trabalhou nos cadernos de cidade das redações dos Jornais O Dia e Jornal do Brasil, de 78 a 88, passando depois a escrever artigos sobre arte e cultura. Foi do corpo técnico do Museu Nacional de Belas Artes, trabalhando nas montagens das principais exposições internacionais como Rodin, Dali e Monet. No momento dá palestras sobre cibercultura.



Pavimentando mentes
Sempre quando ocorrem as greves de médicos, professores, policiais ou de qualquer outra profissão dita como imprescindível para as nossas vidas, ficamos logo sabendo, isto porque elas infernizam rapidamente o cotidiano.

SamBaby, eles têm uma branca chamada Teresa
Muita coisa vai mudar em nossas vidas quando Teresa Heinz, bilionária do setor alimentício e ativista ecológica, começar a mandar lá em cima. Ela é a mulher do candidato John Kerry à Casa Branca e seu interesse com a gente vai além da sua fluência no português

Brizola era criança na escola.
Um dia lá pelos anos 60 um tal de Zé Pires falou - leia tudo o que lhe cair nas mãos meu filho, até mesmo uma bula de remédio - O recado daquele velho e romântico comunista ecoou ali na histórica Rua do Catete quando passava o cortejo fúnebre do brasileiro Leonel de Moura Brizola.

O Zé da Silva e o Chin-Qui-Lim
Dizem que tem chinês em tudo que é lugar do planeta, mas também tem cearense e agora os dois resolveram ser parceiros e vão comer frango, banana e macarrão e assistir a queima de fogos antes da Mangueira entrar na avenida, com aquela imensa alegoria de um dragão verde e rosa cuspindo fogo, igual aquele foguetão esperto que vai sair da plataforma de Alcântara em direção a Marte, ao som do Forróçacana e de uns goles da cachaça Amansa Corno. Ô Xente !

O terceiro olho de Pelé
Talvez na polêmica entre a medicina e o mundo esportivo, possamos sacar a solucionática do ex-jogador Dadá Maravilha para justiificar como Pelé, estando miope, pode jogar tão bem a Copa de 70.

A Paixão de Cristo
Foi preciso um filme com todas as cores da violência para que pudéssemos lembrar o total sacrifício e a paixão de um palestino por seu semelhante.

Marimbondo de Fogo no Maranhão
Em menos de 72 horas duas grandes explosões mataram brasileiros que trabalhavam pelo desenvolvimento social e tecnológico. Agora é prestar as devidas homenagens e refletir sobre seus ideais e a melhor maneira de levarmos nosso futuro, de preferência sem novas baixas materiais e humanas.

O blackout e as Panteras peitudas
Na evolução de nossa espécie, o blackout que atirou às trevas 50 milhões de seres humanos na América do Norte, incluindo a cidade mais cosmopolita do mundo, foi também um dos momentos históricos mais importantes do homem, desde quando sentou-se à noite, pela primeira vez, ao redor da fogueira e iluminou o seu rosto.

Um incidente histórico na Widebiz
O pior não é deixar de contar a história pela ótica dos vencidos e sim deixar de contar qualquer história.

Dejá vu
Num parlamento suíço o eleitor não teve medo de Virginia Woff e antecipou o final do mandato de alguns políticos. Caso a moda pegue por aqui, surgiriam percalços na missão suicida. Caso ocorresse numa sexta-feira, Suas Excelências já estariam nas bases eleitorais, se fosse numa manhã de segunda-feira, ficaríamos sem os nossos políticos menos corruptos. Maluf que não é bobo nem nada, preferiu outro cantão pra esconder a grana e resolveu reforçar a segurança, até porque ouviu falar de um atentado talibã com um avião da FAB em Niterói.

Lucro Depois do Terror
Agora não adianta mais trazer a cabeça de Ozama numa bandeja ou prendê-lo, julgá-lo e aplicar-lhe a injeção letal da sociedade branca, pois o terrorista já virou ícone da resistência dos excluídos e a paranóia de novos atentados instalou-se no inconsciente coletivo do primeiro mundo. Mas a vida continua e os negócios terão de reinventar os novos tempos que poderão até colocar o Mc Donald e os parques temáticos nas montanhas do Afeganistão.

Ozama nas Alturas
Titia após rezar a prece conclamando “ Ozama nas alturas ”, a que não joga aviões em cima de prédios, vai atrás de suas traidoras crias que se esconderam atocaiadas nas montanhas. Coloquem as barbas de molho, pois o inimigo sem rosto foi o simpático vizinho de ontem.

Entrevista Exclusiva com Domenico de Masi
Você já imaginou fazer apenas o que gosta a vida inteira? Mas e daí, viveria do quê? Sonhos? Mas e se o trabalho, o lazer e o estudo começassem a se misturar em nossas vidas de tal forma que não desse mais para diferenciar uma coisa da outra?

A quebradeira das empresas ponto com
Já estava trabalhando numa pesquisa sobre a quebradeira geral na rede quando a Lea Gorinstein, do Florida Review me pediu um artigo sobre o tema e isto provocou uma mudança de enfoque no mesmo, pois não queria ser mais um botando lenha na fogueira do cenário e-business. Achei que não bastava apontar as causas do quebra-quebra, mas também mostrar como consertar a canoa quebrada para poder continuar navegando.

O Cabeção, a ereção e as vulvas ao vento!
Se não pintar mais uma Era Glacial, se não vier nenhum meteoro para a Terra e se o Itamar não provocar a Terceira Guerra Mundial, a extinção da espécie, segundo alguns cientistas e filósofos, poderá ocorrer pela espetacular invenção que substituirá a Internet. É a chamada superinteligência atualmente em discussão em avançados centros de pesquisa.

-Honey, Baby e Bill
E aí, Honey, o que você achou do Bill, o mais novo peacemaker do pedaço, desembarcando na selva colombiana com bilhões de dólares em helicópteros, pesticidas e conselheiros militares?

Porque os ricos querem que eu tenha Internet
Aqui estou eu neste terreno baldio perto de casa, com menos de 1.200 calorias diárias, treze dentes na boca e sem o Primeiro grau completo. Ainda consigo me divertir rolando um pneu velho de lá pra cá e, se o mosquito da dengue não me pegar, semana que vem vou continuar subindo naquela árvore ali.