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Mario Persona é entrevistado por Tacilda Aquino, subeditora do Caderno de Informática e Telecom do Jornal O Popular (http://www.opopular.com.br) de Goiânia, em Maio de 2000
Mario Persona
A Widesoft foi uma das primeiras empresas do Brasil a ter um link para pesquisa, via Unicamp, e logo em seguida um dos primeiros links comerciais. Como naquela época eu ainda não trabalhava na Widesoft, minha experiência virtual só aconteceu algum tempo depois.
Meu primeiro contato real com a internet aconteceu em 1995, em uma apresentação de uma escola de línguas de minha cidade. Auditório cheio, imagem do projetor na tela mostrando cenas de uma novela internetesca e foi anunciada uma videoconferência on-line com uma universidade no Rio de Janeiro. Tudo conectado por interurbano com o provedor mais próximo, imagem da universidade compreensivelmente quebrada e o som chegando apenas por celular. Mas era algo fantástico para a maioria das pessoas da platéia.
Não demorou muito para ir com minha esposa a uma agência bancária abrir uma conta. A funcionária disse que eu poderia ver meus extratos via computador, discando de um modem para um número do banco. Não era internet, mas a idéia era boa o suficiente para minha esposa concordar com a compra de um modem, algo caro então.
Do modem para pegar extrato no banco, o que nunca aconteceu porque a linha estava sempre ocupada, até a internet foi um passo. Passando pelos acessos às jurássicas BBSs. E lá estava eu tentando descobrir o que fazer e para onde ir na grande rede. Não demorou para começar fazer minhas experiências.
Criei um site pessoal, com histórias reais, que levou um ano para receber 600 visitas. Descontente com esse desempenho, comecei a estudar na própria internet, lendo tudo o que encontrava sobre o assunto. Não estava preocupado com programação, pois não sou programador. Nem muito com design, embora seja arquiteto. A preocupação era aprender como ser encontrado na rede, como ser visto, como criar relacionamentos e ter grupos de trabalho.
Reformulei meu site pessoal, o www.stories.org.br, usando as técnicas que havia aprendido e as visitas dispararam. Hoje, ele tem em média mil páginas visitadas por dia. Por ser bilíngüe (inglês-português), recebe visitas de mais de 70 países, principalmente de pessoas que desejam praticar o idioma com os textos, que aparecem em duas colunas. Até hoje só achei um site parecido, em inglês-coreano.
Na metade de 1998, ia passando em frente da Widesoft quando resolvi parar para ver se tinham um estágio para meu filho, que estudava processamento de dados em um curso técnico. Não tinham. Mas estavam precisando de alguém que soubesse escrever bem, fosse comunicativo, entendesse de marketing e conhecesse a internet. Eu conhecia. E, no dia seguinte, estava contratado.
A Widesoft promovia palestras técnicas na época em que comecei a trabalhar. Os assuntos não eram muito atraentes, já que se buscava explicar aspectos técnicos da rede para pessoas que não tinham a mesma formação do pessoal de sistemas.
Na véspera de uma palestra, resolvemos fazer uma experiência. Um arquiteto iria falar sobre internet. Virei a noite preparando a apresentação e no dia seguinte sucesso total. Era aquilo de que precisávamos. Alguém que traduzisse o internetês para os leigos.
Daí para os artigos foi um passo. Quase comecei a escrever artigos que matariam qualquer um de sono, quando descobri que as pessoas querem aprender e se entreter ao mesmo tempo. Foi a chave para começar a escrever sobre internet e negócios no estilo e crônicas. Hoje sou convidado para palestras e para escrever. Meus artigos já são publicados por mais de 70 sites, jornais e revistas. Meu boletim eletrônico semanal segue para 4,2 mil assinantes. Sou moderador de uma lista de discussão com mais de 600 participantes, todos profissionais envolvidos com negócios e internet.
Todo esse trabalho tem tido dois objetos. Um, evidentemente, é institucional, para promover o nome da Widesoft e divulgar seus produtos e serviços de e-business. Outro é o mesmo que nos leva a promover seminários mensalmente em nosso auditório, convidando profissionais de diversas áreas. É fazer da Widesoft um centro de disseminação de conhecimento em negócios e internet.
O site www.widesoft.com.br acabou virando uma revista de negócios, com colaboradores de diversas áreas publicando seus artigos e disseminando seu conhecimento. Bons negócios têm sido fechados por esses colaboradores, graças à visibilidade que obtiveram no site e à competência e à bagagem que obviamente eles carregam.
Esses relacionamentos de negócios levaram-nos a trabalhar em um projeto que logo estará sendo colocado no ar. Trata-se do site www.widebiz.com.br, dirigido a profissionais que queiram aprender, ensinar, divulgar e se relacionar com outros profissionais e empresas.
Esse trabalho todo tem demonstrado o poder da internet e dos relacionamentos criados pela rede. Hoje, recebo e-mails de profissionais agradecendo a divulgação que a WideBiz deu a seus nomes e trabalhos. Alguns chegam a afirmar que boa parte de seu faturamento atual é decorrente dos contatos e negócios fechados através da WideBiz. Por outro lado, a Widesoft também pôde ter seu nome mais divulgado e hoje já conta com grandes clientes no Brasil e no exterior. Tudo isso não teria sido possível sem essa ferramenta fantástica que é a internet.
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